5.6.09

Mi español es fueda.

Si, si, pero no mucho. Como hablar?
Mi gusta los vinos y los chicos.
Salsa y papas.
Coronas y jámon.
No tengo calma. Tengo alma.
Mi sangre latino.
La ultima cena.
Y tu, me echas de menos?
Que voy hacer
se mañana nadie sabe?
Yo?
No se sabe a donde va,
pero si sabe que algún dia llegará.

4.6.09

Depois eles tiveram que escrever uma autobiografia.
Aproveitei para pensar na minha também.

O que vou ser quando crescer?

a. Grande.

b. Bailarina. Professora. Cantora. Aeromoça. Garçonete. Viajante. Jogadora de voley. Escritora. Dorminhoca.

c. Madura. Ponderada. Conhecedora dos pronomes no lugar certo. E da quantidade de álcool ingerido em menos de meia hora também.

d. Intensa. Espontânea. Conhecedora das manhas e manhãs.

e. Nada racional. Só emoção.

Acho que eu ainda não sei.

Aula de resenha musical com alunos.
Para minha surpresa eles adoram o Arnaldo. Eu também.
Aumenta o volume.

eu fico louco
eu fico fora de si
eu fica assim
eu fica fora de mim

eu fico um pouco
depois eu saio daqui
eu vai embora
eu fico fora de si

eu fico oco
eu fica bem assim
eu fico sem ninguém em mim

A.Antunes.

3.6.09

Os desejos do desejo: coleção enorme de biquinis para mergulhar no mar sempre. flores e cores. filmes com pipoca vermelha. amor com sabor de fruta mordida no domingo. tatuagem com poema do Pessoa no meu corpo. lembranças em fotos. muitas. dançar, dançar, dançar. todas as músicas que eu gosto e as que ainda não conheço. o sol de novo.

Tive sonhos intensos com os meus cupcakes preferidos nos últimos dias. Acho que é o frio. Ou a vontade diária de doce. Ou a minha gula por coisas coloridas feitas de açúcar. A verdade é que um cupcake da Magnolia Bakery pode mudar a sua vida. A minha mudou. Costumava caminhar quadras e mais quadras inteiras atrás de uma caixinha recheada por pequenos pedaços do céu. Inventados pelos deuses. ou pelo diabo. Ando sonhando com um mar de chocolate coberto por espumas de vanilla.

2.6.09


De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
Se você não vem e eu estou a lhe esperar
Só tenho você no meu pensamento
E a sua ausência é todo o meu tormento
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
De que vale a minha boa vida de playboy
Se entro no meu carro e a solidão me dói
Onde quer que eu ande tudo é tão triste
Não me interessa o que de mais existe
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno

Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim
Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Oh, oh,
E que tudo mais vá pro inferno

Robertão.

1.6.09


Mexendo nuns papéis antigos, achei um texto que escrevi quando estava fazendo um curso em 2005. Só guardei a cópia em inglês, escrita à caneta em um livro floral de capa roxa. Escrevi depois de ler Moments of Being, de Virginia Woolf: “Existe um passado que quero preservar para o futuro”. Lembro que gostei muito do que experimentei naquelas páginas. Achei meu volume por aqui: está todo amassado, riscado, grifado. Parece que fiz sexo com o livro. Ela nos faz voltar a querer sentir.


The memories of Woolf are full of sensorial descriptions, in which the author searches in the human senses, like vision, smell, touch and hearing the past experience. This is the same way as I keep the records of my past life: a note left in a drawer, a music that makes me cry, a picture that brings me back a sunday morning at the beach with my parents, a wool sweather that no longer fits me, but it has a special place in my closet, because it was made by my mom. I think that the remembering writing method is based on the world game of revealing and hiding, that Woolf shows us the important moments of her life. Every time that I live something intense, I use to speak to myself: I wish that Time could stop in this moment right now, so I could keep this feeling with me regardless where I am.
Na, fall 2005.